Há mal no mais sublime amor?
Aquele que se faz pleno, puro, intenso, divino!
O amor
Ah, o amor!
Aquele de todos os tempos,
tão almejado, sonhado, perseguido....
Perseguido?
Pelos que o desejam, pelos que não o compreendem,
pelos que não o sentem.
Mas como pode algo tão belo, tão forte, tão bom...
que entre todas as dificuldades mundanas só se quer fazer existir,
ser renegado, crucificado?
Ah, essa tola mania dos homens de crucificar uns aos outros,
de perseguir sempre cegos pelas suas tortas reflexões sobre a vida;
cegos pelos seus próprios medos; cegos pela sua falta de sensibilidade
e de amor, sim! O amor tão aclamado e tão impiedosamente questionado.
Ora, se se ama, é porque se ama, pela simples essência do amor...
Do amor sentido, do amor vivenciado, do amor compartilhado, do amor...
É como acreditar em algo, acredita-se porque se acredita oras, é
como a fé que se tem sem se saber explicar.
O amor que está latente, vivo, mas que não se pode tocar,
nem ser visto explicitamente...mas pode ser percebido nas entrelinhas da vida,
Nos gestos, no carinho, nos olhares.
Mas é preciso ter esse amor dentro de si, com tamanha intensidade e força,
ou o amor do outro vai sempre parecer irreal, equivocado, onde na verdade
o único equívoco existente está na prepotência das pessoas em generalizar histórias,
menosprezar sentimentos, exacerbar em pré-conceitos seus receios, sem perceber o quanto se fazem cruéis e vítimas de um (des)amor sem precedentes, em nome de convenções mas jamais em nome do amor ou de sua máxima expressão divina como acreditam fielmente.
Ah se todos experimentassem daquele verdadeiro amor, se soubessem a sensação de vivê-lo, jamais ousariam duvidar de sua verdade, jamais ousariam duvidar!
E não é preciso muito, só que se tenha alma, uma alma imensa e imersa no amor, na sua forma mais singela e pura.
Então os olhos se abrirão para a beleza do ato de amar, e as almas suspirarão em êxtase, não pela sua compreensão, mas por sentir, se permitir ir mais além, além de qualquer entendimento, além das aparências, além dos receios, mais além...e isso basta!